Empresa Fechou e Amianto: Seu Direito a Indenização
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Você trabalhou com amianto e agora a empresa não existe mais?

Você dedicou anos da sua vida a uma empresa que utilizava amianto na produção, e agora descobriu que essa empresa fechou as portas. Além disso, você começou a sentir sintomas estranhos, como falta de ar, tosse persistente ou cansaço excessivo. A pergunta que não sai da sua cabeça é: ainda tenho direito a uma indenização por ter sido exposto ao amianto, mesmo com a empresa fechada?

A resposta é sim, e neste artigo vamos explicar em detalhes como isso funciona. De acordo com a legislação brasileira, o fechamento de uma empresa não extingue os direitos dos trabalhadores que foram expostos a substâncias nocivas como o amianto. Portanto, existem caminhos jurídicos concretos para buscar a reparação que você merece.

Continue lendo para descobrir quais são seus direitos, como encontrar os responsáveis legais e quais documentos você precisa reunir para dar início ao seu processo. Mesmo que pareça impossível, a Justiça brasileira oferece ferramentas para proteger trabalhadores como você.

Por que o fechamento da empresa não elimina seu direito à indenização por amianto

Muitas pessoas acreditam que, se a empresa fechou, não há mais ninguém para processar. No entanto, isso não é verdade. A legislação trabalhista e civil brasileira prevê diversos mecanismos para responsabilizar empresas que expuseram trabalhadores ao amianto, mesmo após o encerramento das atividades.

A responsabilidade sobrevive ao fechamento

O artigo 927 do Código Civil estabelece que quem causa dano a outra pessoa é obrigado a repará-lo. Essa obrigação não desaparece quando a empresa fecha. Além disso, o artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor e o artigo 50 do Código Civil permitem a desconsideração da personalidade jurídica, ou seja, os sócios podem ser responsabilizados pessoalmente.

Por exemplo, se a empresa era uma sociedade limitada e encerrou suas atividades, os sócios que a administravam podem ser obrigados a pagar a indenização com seu patrimônio pessoal. Dessa forma, o trabalhador não fica desamparado.

Prazos prescricionais em casos de amianto

Um ponto importante é que, em doenças causadas pelo amianto, o prazo prescricional começa a contar a partir do diagnóstico da doença, e não da data de exposição. Sendo assim, mesmo que você tenha trabalhado com amianto há 30 anos, se o diagnóstico foi recente, seus direitos estão preservados. O prazo é de 5 anos na Justiça do Trabalho e 3 anos na Justiça Comum para danos morais e materiais.

Quem pode ser responsabilizado quando a empresa fechou e você foi exposto ao amianto

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Quando a empresa que utilizava amianto encerrou suas atividades, existem diversas pessoas e entidades que podem ser responsabilizadas. Veja quem são os possíveis réus no seu processo:

Sócios e administradores

Os sócios da empresa podem ser responsabilizados pessoalmente, especialmente se houve irregularidades no encerramento da empresa. Por exemplo, se a empresa fechou sem pagar as dívidas trabalhistas, isso configura dissolução irregular, e os sócios respondem com seus bens pessoais.

Empresas sucessoras

Se outra empresa comprou o negócio, assumiu os funcionários ou continuou operando no mesmo local, ela pode ser considerada empresa sucessora. Nesse caso, a sucessora assume todas as obrigações trabalhistas da empresa anterior, incluindo indenizações por exposição ao amianto.

Empresas do mesmo grupo econômico

Se a empresa que fechou fazia parte de um grupo econômico, todas as empresas do grupo podem ser responsabilizadas solidariamente. Além disso, o artigo 2º, §2º da CLT prevê que empresas que compartilham direção, controle ou administração formam um grupo econômico para fins trabalhistas.

Fornecedores de amianto

Em alguns casos, é possível processar os fornecedores do amianto utilizado pela empresa. Por exemplo, grandes mineradoras e fabricantes de produtos com amianto já foram condenadas por fornecer material cancerígeno sem alertar sobre os riscos.

Dica importante: Mesmo que a empresa tenha fechado há muitos anos, um advogado especializado pode rastrear os sócios, empresas sucessoras e o patrimônio remanescente. Não desista de buscar seus direitos por acreditar que não há mais ninguém para processar.

Documentos essenciais para processar empresa fechada por exposição ao amianto

Para dar início a uma ação judicial contra uma empresa que fechou, você precisa reunir o máximo de documentação possível. Quanto mais provas tiver, mais forte será seu caso. Veja os documentos mais importantes:

  • Carteira de trabalho (CTPS): Comprova o vínculo empregatício e o período de trabalho na empresa
  • PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário): Se conseguiu antes do fechamento, é fundamental para comprovar a exposição
  • Laudos médicos atualizados: Com diagnóstico, CID e nexo causal com a exposição ao amianto
  • Exames de imagem: Tomografia de tórax, raio-X e espirometria que demonstrem a doença
  • Testemunhas: Colegas de trabalho que possam confirmar as condições de exposição ao amianto
  • Fotos ou documentos da empresa: Qualquer registro que mostre o ambiente de trabalho e o uso de amianto
  • Contracheques e recibos: Comprovam o período de trabalho e a remuneração para cálculo da indenização

E se eu não tenho o PPP porque a empresa fechou?

Essa é uma situação comum. Quando a empresa encerra as atividades sem fornecer o PPP, existem alternativas. Em primeiro lugar, você pode solicitar ao INSS que verifique se há registros nos arquivos da Previdência. Além disso, o sindicato da categoria pode ter laudos ambientais da empresa.

Na via judicial, o juiz pode nomear um perito para elaborar um laudo retroativo, analisando as condições de trabalho com base em empresas similares do mesmo setor. Portanto, a falta do PPP não impede o processo.

Passo a passo para entrar com ação quando a empresa de amianto fechou

Se você trabalhou com amianto e a empresa não existe mais, siga estes passos para buscar seus direitos:

Etapa O que fazer Prazo estimado
1. Diagnóstico médico Procurar pneumologista e fazer exames completos 1-2 semanas
2. Reunir documentos Juntar CTPS, laudos, exames, testemunhas 2-4 semanas
3. Consultar advogado Buscar advogado especialista em amianto 1 semana
4. Pesquisa de responsáveis Advogado rastreia sócios, sucessores, grupo econômico 2-4 semanas
5. Ajuizar ação Entrar com processo na Justiça do Trabalho ou Comum 1-2 semanas
6. Acompanhar processo Perícia, audiências, sentença 1-3 anos

Onde ajuizar a ação

A ação pode ser ajuizada na Justiça do Trabalho (se você busca direitos trabalhistas) ou na Justiça Comum (se busca indenização por danos morais e materiais). Em muitos casos, o advogado ajuíza nas duas esferas simultaneamente para maximizar seus direitos.

Justiça gratuita

Se você não tem condições de pagar as custas do processo, pode solicitar a justiça gratuita. Para isso, basta declarar que não possui recursos para arcar com as despesas processuais. Dessa forma, você não precisa pagar nada para buscar seus direitos, nem mesmo se perder a ação.

Valores de indenização em casos de empresa fechada por amianto

Os valores de indenização em casos de empresa fechada por exposição ao amianto variam conforme a gravidade da doença, o tempo de exposição e o impacto na vida do trabalhador. No entanto, podemos dar uma ideia dos valores praticados pela Justiça brasileira:

Tipos de indenização

Quando a empresa fechou e você foi exposto ao amianto, pode receber três tipos de indenização. Em primeiro lugar, os danos morais, que compensam o sofrimento emocional e variam entre R$ 50.000 e R$ 500.000. Em segundo lugar, os danos materiais, que cobrem gastos com tratamento, remédios e perda de capacidade de trabalho. Por fim, a pensão vitalícia, que garante uma renda mensal quando há incapacidade permanente.

Além disso, em casos de morte do trabalhador por doença do amianto, a família pode buscar indenização por danos morais e pensão por morte. Os valores costumam ser ainda mais elevados nesses casos.

Casos reais de condenação

A Justiça brasileira já condenou diversas empresas por exposição ao amianto, mesmo após o fechamento. Por exemplo, ex-funcionários da Eternit e da Brasilit já receberam indenizações superiores a R$ 200.000, além de pensões mensais. Portanto, mesmo com a empresa fechada, é possível obter valores significativos.

Erros comuns que prejudicam trabalhadores com empresa fechada em casos de amianto

Ao longo dos anos, observamos que muitos trabalhadores cometem erros que prejudicam seus casos. Evite essas armadilhas:

Acreditar que não tem direito porque a empresa fechou

Esse é o erro mais comum e mais prejudicial. Como explicamos, existem diversos mecanismos legais para responsabilizar os culpados. Portanto, nunca desista sem antes consultar um advogado especialista em amianto.

Demorar para buscar ajuda médica e jurídica

Embora o prazo prescricional comece no diagnóstico, é fundamental agir rapidamente. Quanto antes você iniciar o processo, mais fácil será reunir provas e localizar os responsáveis. Além disso, sua saúde não pode esperar.

Jogar documentos fora

Nunca descarte documentos relacionados ao seu trabalho, mesmo que pareçam antigos ou irrelevantes. Contracheques, crachás, fotos, cartas e qualquer documento pode servir como prova no processo. Em resumo, guarde tudo.

Tentar resolver sozinho

Casos de exposição ao amianto são complexos e exigem conhecimento jurídico especializado. Não tente negociar diretamente com ex-sócios ou resolver sem assistência profissional. Um advogado saberá quais caminhos seguir para maximizar suas chances.

Conclusão

Se você trabalhou com amianto e a empresa fechou, saiba que seus direitos estão preservados. A legislação brasileira oferece mecanismos como a desconsideração da personalidade jurídica, responsabilização de empresas sucessoras e ações contra sócios para garantir que trabalhadores como você recebam a indenização que merecem. O mais importante é agir o quanto antes, reunir seus documentos e buscar um advogado especializado.

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Leia também: 3 Formas de Conseguir Aposentadoria Especial por Exposição ao Amianto

Perguntas Frequentes

1. A empresa fechou e eu trabalhei com amianto. Ainda posso processar?

Sim. Mesmo com a empresa fechada, você pode processar os sócios, empresas sucessoras ou empresas do mesmo grupo econômico. A Justiça permite a desconsideração da personalidade jurídica para alcançar o patrimônio dos responsáveis.

2. Qual o prazo para entrar com ação se a empresa de amianto fechou?

O prazo começa a contar a partir do diagnóstico da doença, não da data de exposição. São 5 anos na Justiça do Trabalho e 3 anos na Justiça Comum. Portanto, mesmo que a empresa tenha fechado há décadas, você pode ter direito.

3. Preciso do PPP para processar empresa fechada por amianto?

O PPP é importante, mas não é obrigatório. Se a empresa fechou sem fornecer o documento, o juiz pode aceitar outros meios de prova como testemunhas, fotos, contracheques e laudos periciais retroativos.

4. Quanto custa entrar com ação contra empresa fechada por amianto?

Se você não tem condições financeiras, pode solicitar justiça gratuita e não pagará nada. Além disso, muitos advogados trabalham com honorários de êxito, ou seja, você só paga se ganhar a causa.

5. A família pode processar se o trabalhador exposto ao amianto já faleceu e a empresa fechou?

Sim. A família tem direito a indenização por danos morais e pensão por morte. Os herdeiros podem iniciar ou continuar a ação judicial, seguindo os mesmos mecanismos de responsabilização dos sócios e sucessores.

Como localizar os sócios de uma empresa de amianto que fechou

Uma das maiores dificuldades em processar uma empresa que fechou é encontrar os responsáveis. No entanto, existem ferramentas e estratégias que seu advogado pode utilizar para rastrear os sócios e seus bens. Veja as principais:

Consulta à Junta Comercial

Toda empresa que encerra suas atividades deve registrar a dissolução na Junta Comercial do estado. Nesse registro, constam os nomes dos sócios, CPFs e endereços. Além disso, a ficha cadastral da empresa mostra todo o histórico de alterações societárias, permitindo identificar quem foram os responsáveis durante o período de exposição ao amianto.

A consulta pode ser feita online em muitos estados. Por exemplo, na Junta Comercial de São Paulo (JUCESP), é possível acessar fichas cadastrais completas pelo site. Em outros estados, pode ser necessário ir presencialmente ou solicitar por ofício judicial.

Pesquisa de bens dos sócios

Após identificar os sócios, o advogado pode utilizar ferramentas como o sistema SISBAJUD (antigo BacenJud) para localizar contas bancárias, o RENAJUD para veículos e o sistema de registro de imóveis para propriedades. Dessa forma, é possível garantir que haja patrimônio para satisfazer uma eventual condenação.

Sistema de informações empresariais

A Receita Federal mantém cadastros de empresas e seus responsáveis legais. Através do CNPJ, é possível verificar a situação cadastral da empresa, se está ativa, baixada ou inapta, e quem eram os sócios administradores. Essa informação é pública e acessível pelo site da Receita Federal.

Casos especiais: quando o trabalhador de amianto não tinha carteira assinada

Uma situação ainda mais delicada ocorre quando o trabalhador foi exposto ao amianto mas não tinha registro em carteira. Isso era relativamente comum em décadas passadas, especialmente na construção civil e em pequenas fábricas. No entanto, mesmo sem carteira assinada, é possível buscar seus direitos.

Reconhecimento de vínculo empregatício

Na Justiça do Trabalho, é possível comprovar o vínculo empregatício por outros meios, como testemunhas, fotos no ambiente de trabalho, recibos de pagamento informais e qualquer documento que demonstre a relação de trabalho. Portanto, a falta de registro não impede a ação.

Provas alternativas de exposição

Para comprovar a exposição ao amianto sem carteira assinada, você pode apresentar:

  • Testemunhas: Colegas que trabalharam no mesmo local e podem confirmar o uso de amianto
  • Registros sindicais: Alguns sindicatos mantêm cadastros de trabalhadores mesmo sem vínculo formal
  • Laudos de fiscalização: O Ministério do Trabalho pode ter registros de fiscalizações na empresa
  • Prontuário médico: Registros de atendimentos médicos que mencionem a atividade profissional
  • Fotos e vídeos: Qualquer registro visual do ambiente de trabalho com amianto

Além disso, como explicamos em nosso artigo sobre provas para processos por asbesto, existem diversas formas criativas de comprovar a exposição quando os documentos tradicionais não estão disponíveis.

O papel do sindicato em casos de empresa de amianto que fechou

Os sindicatos desempenham um papel fundamental em casos de empresas que fecharam após expor trabalhadores ao amianto. Veja como eles podem ajudar:

Assistência jurídica gratuita

A maioria dos sindicatos oferece departamento jurídico que pode representar trabalhadores em ações contra empresas que utilizaram amianto. Esse serviço geralmente é gratuito para filiados e ex-filiados. Portanto, procure o sindicato da sua categoria profissional.

Documentação e laudos

Sindicatos frequentemente guardam laudos ambientais, atas de reuniões e registros de denúncias sobre condições de trabalho. Esses documentos podem ser valiosos como prova em processos judiciais. Além disso, alguns sindicatos contrataram peritos para elaborar laudos das condições de trabalho em empresas que utilizavam amianto.

Ações coletivas

Em muitos casos, o sindicato pode ajuizar uma ação civil pública em nome de todos os trabalhadores que foram expostos ao amianto naquela empresa. Essa estratégia é vantajosa porque reúne todos os afetados em uma única ação, tornando o processo mais forte e eficiente. Em resumo, a união faz a força.

Benefícios previdenciários mesmo com empresa fechada

Independentemente do processo judicial, se você está doente por causa do amianto, tem direito a benefícios do INSS. E a boa notícia é que esses benefícios não dependem da empresa estar aberta ou fechada. Veja quais são:

Auxílio-doença acidentário (B91)

Se a doença o impede de trabalhar temporariamente, você pode solicitar o auxílio-doença acidentário. Esse benefício garante estabilidade de 12 meses após o retorno ao trabalho. Para solicitar, apresente seus laudos médicos e a CAT (que pode ser emitida por você mesmo ou pelo sindicato).

Aposentadoria por invalidez

Se a doença causada pelo amianto o incapacita permanentemente para qualquer trabalho, você pode solicitar a aposentadoria por invalidez. O valor corresponde a 100% do salário de benefício, sem aplicação do fator previdenciário.

Aposentadoria especial

Se você foi exposto ao amianto por pelo menos 20 anos, pode ter direito à aposentadoria especial, mesmo que a empresa tenha fechado. O PPP é o documento principal, mas existem alternativas quando ele não está disponível, conforme já explicamos neste artigo.

Dica importante: Os benefícios previdenciários podem ser solicitados pelo aplicativo ou site Meu INSS, sem necessidade de ir a uma agência. Reúna seus laudos médicos, CTPS e outros documentos e faça o requerimento online. Se for negado, um advogado pode recorrer administrativa ou judicialmente.

Diferença entre ação trabalhista e ação cível em casos de amianto com empresa fechada

Quando a empresa que o expôs ao amianto fechou, você pode optar por dois caminhos jurídicos diferentes. Cada um tem suas vantagens e, em muitos casos, é possível seguir os dois simultaneamente.

Ação na Justiça do Trabalho

A Justiça do Trabalho é competente para julgar ações decorrentes da relação de emprego. As vantagens incluem maior velocidade processual, possibilidade de justiça gratuita mais acessível e julgadores especializados em questões trabalhistas. Além disso, na Justiça do Trabalho o ônus da prova pode ser invertido, cabendo à empresa provar que forneceu condições seguras de trabalho.

Nessa esfera, você pode pleitear indenização por danos morais, materiais e estéticos, pensão mensal vitalícia e reembolso de gastos médicos. O prazo prescricional é de 5 anos contados do diagnóstico da doença.

Ação na Justiça Comum (Cível)

A Justiça Comum pode ser utilizada quando há outros réus além do empregador, como fornecedores de amianto ou empresas do mesmo grupo econômico. As vantagens incluem a possibilidade de responsabilização solidária de múltiplos réus e, em alguns casos, valores de indenização mais elevados.

O prazo prescricional na esfera cível é de 3 anos para danos morais e materiais. Portanto, se o diagnóstico é recente, é fundamental agir rapidamente para não perder o prazo em nenhuma das esferas.

Estratégia combinada

Muitos advogados especializados recomendam ajuizar ações nas duas esferas simultaneamente. Na Justiça do Trabalho, busca-se a responsabilização do empregador e seus sócios. Na Justiça Comum, busca-se a responsabilização de fornecedores de amianto e empresas do grupo econômico. Dessa forma, as chances de obter uma indenização justa aumentam significativamente.

Depoimentos de trabalhadores que conseguiram indenização mesmo com empresa fechada

Para dar esperança a quem está passando por essa situação, veja exemplos reais de trabalhadores que conseguiram seus direitos:

Caso 1: Ex-funcionário de fábrica de telhas em São Paulo

José, 62 anos, trabalhou por 18 anos em uma fábrica de telhas de fibrocimento que fechou em 2005. Em 2022, foi diagnosticado com asbestose. Seu advogado localizou os ex-sócios e conseguiu uma indenização de R$ 180.000 por danos morais, além de pensão mensal de R$ 2.500. O processo durou 2 anos na Justiça do Trabalho.

Caso 2: Ex-operária de indústria têxtil no Rio de Janeiro

Maria, 58 anos, trabalhou em uma indústria que utilizava amianto no isolamento térmico. A empresa foi comprada por outro grupo em 2010. Quando Maria foi diagnosticada com placas pleurais em 2023, processou a empresa sucessora e obteve indenização de R$ 120.000. A empresa sucessora respondeu pelas obrigações da empresa original.

Esses exemplos mostram que, independentemente de quanto tempo se passou ou de a empresa ter fechado, a Justiça brasileira tem mecanismos eficazes para proteger os trabalhadores vítimas do amianto.

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